Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

a24

"Todos elogiam o sonho, que é o descansar da vida. Mas é o contrário, Doutor. A gente precisa do viver para descansar dos sonhos"

a24

"Todos elogiam o sonho, que é o descansar da vida. Mas é o contrário, Doutor. A gente precisa do viver para descansar dos sonhos"

"Se eu pudesse trincar a terra toda"

Se eu pudesse trincar a terra toda 
E sentir-lhe um paladar, 
Seria mais feliz um momento ... 
Mas eu nem sempre quero ser feliz. 
É preciso ser de vez em quando infeliz 
Para se poder ser natural... 
Nem tudo é dias de sol, 
E a chuva, quando falta muito, pede-se. 
Por isso tomo a infelicidade com a felicidade 
Naturalmente, como quem não estranha 
Que haja montanhas e planícies 
E que haja rochedos e erva ... 
O que é preciso é ser-se natural e calmo 
Na felicidade ou na infelicidade, 
Sentir como quem olha, 
Pensar como quem anda, 
E quando se vai morrer, lembrar-se de que o dia morre, 
E que o poente é belo e é bela a noite que fica... 
Assim é e assim seja ...

Like A Fool

Pasión

...

 

Deixa que te diga que essas mãos se merecem. Que há momentos em que as pernas não seguram o peso e fraquejam, há espasmos que dominam e desafiam o equilíbrio, e ainda assim, deixa que te diga, que essas mãos se merecem. Há alturas em que os corpos se esmagam, ora um contra outro, ora aquecendo paredes, ou superfícies de amor, e merecem-se. Deixa-me dizer-te que há lábios que se pertencem. E que pertencem a ombros, a pescoços, a mamilos ou ao interior de coxas, a outros lábios. Pertencem-se. Como os olhares. Dizem que são espelhos da alma, e se calhar são mais que isso, podem ser espelhos uns dos outros, ou sinais de que as almas são iguais. Que se merecem. Deixa que te diga que há chuveiros onde estes corpos merecem foder-se. Que há banhos que precisam partilhar-se sob pena de se tornarem em desperdícios de água em rotineiros hábitos de solidão higiénica que arrancam pedaços das peles que se completam e as levam para o mar. Não estranhes que te diga que há sofás que não foram feitos para ver televisão, muito menos para receber visitas, foram feitos para dar geometria aos corpos que se misturam, (...) às gentes que nem sequer sabem muito bem o que fazer umas com as outras, do tanto que há para se fazer.

Cálice

 

 

Quero inventar o meu próprio pecado
Quero morrer do meu próprio veneno

[Chico Buarque, Cálice]

Calm After The Storm

...

Ultimo dia de férias

Life in vain